sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Hoje quando acordei, pelo som do despertador, o telemóvel me avisava que estavam 8 graus (e que o verdadeiro frio que eu ia sentir rondava os 6) portanto deixei-me ficar quieta na cama a fingir que arranjava coragem para sair. Claro que não saí, peguei logo no telemóvel para me desculpar, fingindo que estava muito ocupada mas que não seria possível ir fazer o exame ao tórax, que já devia estar mais que feito há uns meses. Está marcado exactamente para daqui a uma semana, portanto São Pedro, se não queres que me aconteça qualquer coisa por um exame que não fiz, é bom que para a semana me recebas, na sexta-feira pela manhã, com um sol fantástico e no mínimo uns 14 graus, estamos entendidos? Tu vê lá bem...
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E ao sétimo dia ela descansou, passeou, comprou, foi ao cinema e divertiu-se. Achando que merecia e aproveitando-me de uma fase de abundância na conta bancária atirei-me novamente aos saldos. Quando pensava que tudo estava controlado, já estava com duas saias, um casaco de malha quentinha e umas botas pretas (finalmente!) bem supimpas na minha posse. Quem olhava para mim até parecia natal, mas diz que isso das compras faz bem e tenho certezas que as meninas por aí vão-me perceber bastante bem. Não contente por isto, ainda tive o desplante de ir buscar mais umas coisinhas à Fnac.
Tudo começou por achar que estava na altura de substituir o disco externo, que caiu ao chão, e por isso ando com um medo danado que ele dê o último suspiro, sem avisar e lá se vai tudo que tenho por lá. Bem, ele volta e meia avisa que não anda bom, ao desligar-se, a desaparecer o nome entre outras coisas, e por isso é que fui buscar outro. Mas continuando, poderia muito bem ter ido direitinha à caixa quando já tinha o disco na mão, mas achei que seria prudente dar uma volta pela loja. Lembrando-me de uma conversa que tive durante a tarde, acerca de um jogo, fui espreitar o preços dos iPads. Ao deparar-me com o preço de assalto dei meia volta e continuei na voltinha despreocupada. Pensei se seria desta que trazia uma Nintendo DS comigo, mas descompus-me em pensamento, dizendo que aquilo era para putos e que nunca iria de facto dar um uso que correspondesse ao valor pago. Aqui poderia também ter ido embora, mas resolvi espreitar os livros (acabando por trazer um livro infantil que nunca li na sua totalidade e é tão familiar a todos). Ok até aqui tudo bem, mas depois num acto irreflectido acabei por sair de lá com isso, mais um dvd de um filme de animação bem giro, e uma nova expansão para o The Sims 3. Não sei bem como é que isso aconteceu, mas quando dei por mim já estava a pagar a correr para não mudar de ideias. Sempre gostei do jogo e confesso-me uma (grande) azelha em tudo que envolva crackar e coisas desse tipo, portanto nunca consegui expansões decentes. Já me estou a imaginar a voltar a ficar horas seguidas a jogar, até deitar Sims pelos olhos. É que o do facebook é giro, mas não cansa-me muito aquela coisa de só conseguir fazer as coisas se tiver amigos a ajudar. Os meus amigos facebookianos não jogam nada dessas coisas e quase nunca consigo completar as ditas "missões" propostas, o que é uma chatice.
Bem sei que não é atitude para uma moça da minha idade, andar a gastar dinheiro nessas coisas nesta altura da vida, mas sabem que mais? A verdade é que ainda sou mesmo uma menina e de momento não há nada a fazer.
Tudo começou por achar que estava na altura de substituir o disco externo, que caiu ao chão, e por isso ando com um medo danado que ele dê o último suspiro, sem avisar e lá se vai tudo que tenho por lá. Bem, ele volta e meia avisa que não anda bom, ao desligar-se, a desaparecer o nome entre outras coisas, e por isso é que fui buscar outro. Mas continuando, poderia muito bem ter ido direitinha à caixa quando já tinha o disco na mão, mas achei que seria prudente dar uma volta pela loja. Lembrando-me de uma conversa que tive durante a tarde, acerca de um jogo, fui espreitar o preços dos iPads. Ao deparar-me com o preço de assalto dei meia volta e continuei na voltinha despreocupada. Pensei se seria desta que trazia uma Nintendo DS comigo, mas descompus-me em pensamento, dizendo que aquilo era para putos e que nunca iria de facto dar um uso que correspondesse ao valor pago. Aqui poderia também ter ido embora, mas resolvi espreitar os livros (acabando por trazer um livro infantil que nunca li na sua totalidade e é tão familiar a todos). Ok até aqui tudo bem, mas depois num acto irreflectido acabei por sair de lá com isso, mais um dvd de um filme de animação bem giro, e uma nova expansão para o The Sims 3. Não sei bem como é que isso aconteceu, mas quando dei por mim já estava a pagar a correr para não mudar de ideias. Sempre gostei do jogo e confesso-me uma (grande) azelha em tudo que envolva crackar e coisas desse tipo, portanto nunca consegui expansões decentes. Já me estou a imaginar a voltar a ficar horas seguidas a jogar, até deitar Sims pelos olhos. É que o do facebook é giro, mas não cansa-me muito aquela coisa de só conseguir fazer as coisas se tiver amigos a ajudar. Os meus amigos facebookianos não jogam nada dessas coisas e quase nunca consigo completar as ditas "missões" propostas, o que é uma chatice.
Bem sei que não é atitude para uma moça da minha idade, andar a gastar dinheiro nessas coisas nesta altura da vida, mas sabem que mais? A verdade é que ainda sou mesmo uma menina e de momento não há nada a fazer.
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Drama, drama, drama.
Ia pedir a Fevereiro para chegar de mansinho, calmo e sem grandes carnavais, apesar de ser o mês para tal. Mas como tudo me corre ao lado, este mês vai começar com uma prova de fogo importantíssima a nível laboral. Não sei me atiro para o chão a chorar já ou se me escondo, mas a verdade é que estou mesmo muito receosa para não dizer que estou com muito medo mesmo. Medo.
Sinto que o tempo ainda não é certo, sinto que me estão a atirar aos leões para ver como me safo e dou por mim a achar que vou falhar seriamente nas expectativas depositadas em mim.
Isto de se estar por conta própria num local em que caímos de pára-quedas há um mês é duro. Sei que vou ter fazer por mim e dou por mim a consumir-me de nervosismo. Se calhar deveria estar só contente e empolgada com a chance, mas algo me diz - os meus bichinhos da negatividade - que isto há-de correr tão mal, ou pior que estes dois últimos dias de Janeiro. Gostaria de me armar em crescida e dizer que isto ain't shit on me, que eu não só faço, como posso e aconteço, portanto hei-de fazer tudo muito bem feito. Porém como ainda hoje disse o meu problema é que sou uma menina nestas andanças - e noutras também - e sei que no fundo isto há-de me criar calo para o futuro até me tornar uma mulher, mas continuo assustada literalmente comó raio.
Tudo bem que é uma forma de esquecer os meus dramas pessoas e emocionais, mas arranjar dramas no trabalho, quando ainda agora lá cheguei, não é propriamente uma forma de ficar melhor pois não? Pois... Desejem-me sorte, pois bem sei que é disso que preciso.
Sinto que o tempo ainda não é certo, sinto que me estão a atirar aos leões para ver como me safo e dou por mim a achar que vou falhar seriamente nas expectativas depositadas em mim.
Isto de se estar por conta própria num local em que caímos de pára-quedas há um mês é duro. Sei que vou ter fazer por mim e dou por mim a consumir-me de nervosismo. Se calhar deveria estar só contente e empolgada com a chance, mas algo me diz - os meus bichinhos da negatividade - que isto há-de correr tão mal, ou pior que estes dois últimos dias de Janeiro. Gostaria de me armar em crescida e dizer que isto ain't shit on me, que eu não só faço, como posso e aconteço, portanto hei-de fazer tudo muito bem feito. Porém como ainda hoje disse o meu problema é que sou uma menina nestas andanças - e noutras também - e sei que no fundo isto há-de me criar calo para o futuro até me tornar uma mulher, mas continuo assustada literalmente comó raio.
Tudo bem que é uma forma de esquecer os meus dramas pessoas e emocionais, mas arranjar dramas no trabalho, quando ainda agora lá cheguei, não é propriamente uma forma de ficar melhor pois não? Pois... Desejem-me sorte, pois bem sei que é disso que preciso.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Porque mesmo destroçada consigo ter momentos de lucidez e parvoíce venho por este meio dizer que se por um lado estou preocupada pelo facto da Adele estar com um namorado novo e feliz da vida - porque o álbum dela baseado no romance falhado, o 21, é óptimo e tenho medo que ela agora apaixonada não passe mais do que uma pirosa qualquer - fico simultâneamente feliz, não por ela porque nem a conheço, mas sim por mim por mim. Porque isto é uma coisa horrível de ver senhores. Aquando da crise foi ver-me a correr para ouvir a miúda e convenhamos que ouvir Adele nestes momentos tem tudo menos de confortante. É horrível, é sadomasoquismo, é enterrar ainda mais os ânimos ou tentar que eles sejam aniquilados por completo. Mas quem é que consegue ouvir a lambada quando só quer gritar, chamar nomes enquanto se acha uma parvalhona? Pois...
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Dia 29 fica registado como o dia de 2012 em que me deixei consumir novamente por sentimentos negativos e situações que não há volta a dar. Não é que não tenha aprendido, aprendi e da pior maneira.
A verdade é que apercebo-me que por mais que tente há coisas com as quais ainda não consigo lidar de uma forma temperada e fria. Não sou fria, por mais que tente, não o consigo ser com a firmeza de quem o é naturalmente. Só o finjo e às vezes muito mal. Esse dia foi um desses. Fingi muito mal, deixei-me levar pelos sentimentos e afoita pelos mesmos, disse de maneira menos simpática tudo aquilo que me consumiu naqueles instantes. Deixei fugir a razão e a emoção tomou conta do meu, pouco, discernimento. Voltei a chorar, antes, durante e depois de todo o processo de explosão e só eu sei o quanto me custou voltar a derramar todas estas lágrimas por algo que de uma maneira estúpida me continua a calcar a alma. Não tenho jeito para lidar com estes sentimentos que já não pertencem a este tempo em que quero viver e por isso quando acusada de egoísmo resolvi agarrar em tudo isso e pensar em mim. Cortei o mal pela raiz e mais uma vez só eu sei o quanto me custou e há-de custar arrancar tudo isto de mim.
Gostava de conseguir ficar como espectadora na minha própria história como outras pessoas fazem, fingir que não é nada com elas. Fingir não, conseguir desligar-me como um interruptor, mas infelizmente não consigo e entrando agora num cliché horrível, digo que saturação é pouco para o que sinto. Na verdade sinto-me mais perto do desespero, do esgotamento. Sinto que o interruptor está sempre ligado e a energia em mim extingue-se com estas coisas do foro emocional que não tem um botão de stop. Sinto-me vulnerável novamente por algo que sei que no fundo já nem tem sequer assim tanto valor. E são os valores exagerados que eu dou a estas proporções pequenas que me consomem de uma sobremaneira, que dou por mim exasperada por ar, de coração na boca, com os olhos a explodir de raiva por algo que no fundo é uma dor no singular, ainda que me tente enganar constantemente de que os outros sentem isto comigo.
Sei que o cortar das raízes foi a atitude sensata - ainda que esta palavra pouco tenha a ver comigo nesses momentos - pois nunca pensei associar-me a este ditado piroso, mas a verdade é que só faz falta quem está e não quem eu teimo em pensar que está. E quem deixou de estar, que desligue o interruptor e saia sem fazer barulho. É o mínimo que se pede.
A verdade é que apercebo-me que por mais que tente há coisas com as quais ainda não consigo lidar de uma forma temperada e fria. Não sou fria, por mais que tente, não o consigo ser com a firmeza de quem o é naturalmente. Só o finjo e às vezes muito mal. Esse dia foi um desses. Fingi muito mal, deixei-me levar pelos sentimentos e afoita pelos mesmos, disse de maneira menos simpática tudo aquilo que me consumiu naqueles instantes. Deixei fugir a razão e a emoção tomou conta do meu, pouco, discernimento. Voltei a chorar, antes, durante e depois de todo o processo de explosão e só eu sei o quanto me custou voltar a derramar todas estas lágrimas por algo que de uma maneira estúpida me continua a calcar a alma. Não tenho jeito para lidar com estes sentimentos que já não pertencem a este tempo em que quero viver e por isso quando acusada de egoísmo resolvi agarrar em tudo isso e pensar em mim. Cortei o mal pela raiz e mais uma vez só eu sei o quanto me custou e há-de custar arrancar tudo isto de mim.
Gostava de conseguir ficar como espectadora na minha própria história como outras pessoas fazem, fingir que não é nada com elas. Fingir não, conseguir desligar-me como um interruptor, mas infelizmente não consigo e entrando agora num cliché horrível, digo que saturação é pouco para o que sinto. Na verdade sinto-me mais perto do desespero, do esgotamento. Sinto que o interruptor está sempre ligado e a energia em mim extingue-se com estas coisas do foro emocional que não tem um botão de stop. Sinto-me vulnerável novamente por algo que sei que no fundo já nem tem sequer assim tanto valor. E são os valores exagerados que eu dou a estas proporções pequenas que me consomem de uma sobremaneira, que dou por mim exasperada por ar, de coração na boca, com os olhos a explodir de raiva por algo que no fundo é uma dor no singular, ainda que me tente enganar constantemente de que os outros sentem isto comigo.
Sei que o cortar das raízes foi a atitude sensata - ainda que esta palavra pouco tenha a ver comigo nesses momentos - pois nunca pensei associar-me a este ditado piroso, mas a verdade é que só faz falta quem está e não quem eu teimo em pensar que está. E quem deixou de estar, que desligue o interruptor e saia sem fazer barulho. É o mínimo que se pede.
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