Sabes que não regulas muito bem da cabeça, quando o teu critério final para comprar um aquecedor recai sobre um a óleo, só porque dá para pôr o pijaminha por cima e fica quente antes de vestir. Ontem cedi e comprei finalmente um aquecedor para um meu quarto. Com a chegada, finalmente e de uma vez só, do Inverno, todo este frio tem sido difícil aguentar com estas temperaturas que para mim já são glaciares. Tenho sempre resistido, até porque os aquecedores aumentam exponencialmente a factura da electricidade e não havendo luxos para isso, a botija de água quente ia fazendo o seu serviço, mas já chega de estar enchouriçada de roupa enquanto estou no computador ou achar que por aqui está sempre mais frio que na rua. Uma maneira há-de arranjar para que a factura da luz não rebente a escala do aceitável.
Mas continuando com a minha maluquice, não tinha a noção que era uma tarefa tão difícil escolher um aparelho para aquecer uma divisão. Quando lá cheguei e fui confrontada com cem modelos quase perdi a coragem, mas depois lembrei-me novamente do frio que iria sofrer mais uma noite e lancei-me à tarefa. Claro que à priori foram excluídos todos aqueles cujo preço marcado tinha três dígitos ou pendia para tal. Fiquei por último com um daqueles todos modernaços com infra-vermelhos que aquecem super rápido, mas quando me lembrei que no tal que trouxe poderia sempre aquecer as meias antes de as calças e especialmente o pijama, apesar de já ser polar, não resisti e foi este que veio.
Já o usei e funciona que é uma coisa boa e o melhor é que já consigo andar só em pijama em vez de ter mais umas vinte camadas de roupa em cima, aliás mais vos digo que enquanto estou aqui a escrever isto, os meus dedos não estão a congelar nem precisei de me sentar em cima deles, para aquecer, uma única vez. Isto sim é qualidade de vida meus caros, oh se é.
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